PRATA E AÇO - Susan Amarillas
Dois mundos... uma
paixão
Mary
queria salvar sua cidadezinha com a construção de uma ferrovia através de um
território indígena. Só que Alex, líder dos índios Crow, era mais fascinante
que Satã. Quando ele a tomava nos braços, Mary sabia que a batalha já estava
perdida...
Hum...posso dizer que de uma maneira em geral eu gostei, o "meu" Alex visualizei um bucadinho diferente desse da foto que já é um Tudibão mas, confesso que achei o meu + ainda rs.
Nos livros que li a vida dos indíos são relatadas de uma forma mais superficial e conhecer a diferença de Alex nesses dois mundos foi muito interessante (não a diferença do homem pois nos dois não deixa nada a desejar uau!!!) mas nos costumes e crença do seu "povo".
Mary uma irlandesa cabeça dura e não menos lutadora pelos direitos do seu "povo" luta até o fim (mesmo que isso signifique perder o seu Alex) por uma solução para que esses dois mundos possam viver em paz e terem aquilo que cada um deseja.
Vou plagiar o skoob essa resenha contém spolier rs.
—
Lindíssima mulher querida — sussurrou ele ao tomar, entre os dedos, um
de seus caracóis. — Isaahkawuattee, o Velho Homem Coiote nos pregou uma peça
cruel.
Mary não entendeu.
Alex respirou fundo duas vezes. Abaixou a mão e
deu uns passos para trás. Ao falar, o fez com suavidade:
— Fique comigo.
Uma súplica, ou uma ordem. Ele não tinha
certeza. Sabia apenas que não queria separar-se dela.
Os sentidos de Mary pulsavam com a proximidade
de Alex. Dessa vez, recuou precisando pôr mais distância entre ambos.
— Isto não é uma brincadeira. Vidas e promessas
estão em jogo aqui — começou ela em voz trêmula e lágrimas nos olhos. — Não
posso mudar o que sou e não quero abrir mão de meus planos. Você estava certo
ontem à noite. Somos de mundos diferentes. O meu corre para o futuro...
— Amanhã cedo, eu a levarei para casa.
A febre de Mary começou um pouco antes do
amanhecer. Ela gemeu e Alex acordou.
— Irlandesa? — chamou ele sentando-se Não houve
resposta.
— Irlandesa? — insistiu.
— O quê? — perguntou Mary numa vozinha fraca.
— Você está bem?
— Não
muito. Minha cabeça e o corpo inteiro doem — disse ela gemendo outra vez.
No mesmo instante, Alex levantou-se e acorreu a
seu lado. Mary estava muito pálida e, mesmo antes de tocá-la, ele percebeu seu
estado febril.
Sem dúvida, ela estava doente.
— Meu bem, você vai ficar boa — garantiu.
Ela não pode morrer. Tratava-se de uma ordem para os espíritos.
Ela não pode morrer. Tratava-se de uma ordem para os espíritos.
Ele estava perdidamente apaixonado. Chegava a
hora de lutar pela mulher a quem amava. Sempre fazia isso por tudo que lhe era
importante. Precisava encontrar uma forma para escapar da confusão desgraçada.
Um jeito para amar Mary Elizabeth Clancy e receber seu amor em troca.
Arriscadíssimo. Conhecia muito bem a mágoa da rejeição e não
queria experimentá-la outra vez.
— Como?!
— Fique comigo — ele repetiu afastando um
caracol de seu rosto.
— Não — Mary respondeu depressa, embora o
convite fosse tão tentador como o homem que o fazia. — Não posso. Você sabe
disso.
Alex refletiu por um instante.
— Você está em débito comigo. Lembra-se? Mary
perscrutou-lhe a expressão.
— Estou muito grata, mas você está pedindo...
— Para ficar comigo. — Acariciou-lhe o rosto com
as costas da mão. — Até se sentir mais forte.
O contato delicioso a fez fechar os olhos e
virar um pouco o rosto a fim de senti-lo melhor. Não poderia ter Alex, mas
sentia-se incapaz de renunciá-lo.
— Estou pedindo que você me deixe lhe mostrar
meu mundo. Tomou-lhe a mão e beijou o pulso, a palma e a ponta de cada dedo.
Sabia não estar agindo de maneira muito justa, mas a queria muitíssimo.
— Diga sim, Clancy.
A tentação era grande demais e se Mary não fosse
uma pessoa pragmática, mas dada a vôos da fantasia, talvez respondesse sim.
— Está me pedindo para ser sua amante porque...
— Não. Estou pedindo para ficar. — Num gesto
contraditório às palavras, passou a ponta da língua na palma de sua mão. — Pode
impor as condições.
— Mas... E as pessoas, seus amigos?
— Este não é o seu mundo. É o meu. Ninguém daqui
irá julgá-la. Temos regras diferentes sobre o relacionamento entre homens e mulheres
e sobre o amor. Fique e eu prometo me comportar bem.
— Não. Vou sozinha. O medo o dominou.
—
Estou pedindo para não ir.
— Não faça isso, Mary. Se me ama, ficará comigo.
— Por favor, Alex, tente entender.
— Não. De jeito algum permitirei.
— Se você
for, nada mais será a mesma coisa entre nós. No mundo lá fora, somos duas
pessoas diferentes.
— Alex, por mais que eu queira, não posso mudar
nada. Fiz uma promessa às pessoas a quem amo, para meu próprio pai. Temos de
conseguir o trem.
— Você lutaria por isso?! Depois de estar aqui,
de conviver com meu povo? Você teria coragem de destruir seu mundo? — indagou
ele, incrédulo.
— Não vou destruir seu mundo. Só quero...
— Um trem — completou Alex em tom gélido. — E
naturalmente, teria de ser você para consegui-lo. Tudo não passou de uma grande
mentira, me amar, compreender meu povo, casar-se comigo. Tudo mentira!
— Não,
Alex, não foi e não é mentira. Por que não pode me compreender e confiar em
mim?
Mágoas antigas ressuscitaram antigas defesas.
— Vá então.
Tomada por uma imensa tristeza, Mary afastou-se.
Sabia ser impossível convencê-lo. Teria de ir embora, ou esse conflito permaneceria
para sempre entre eles.
Derrotado, Alex curvou os ombros e a seguiu.
Finalmente, quando Mary já ia partir, ele
murmurou:
— Não vá.
Ela teve de lutar para não se atirar em seus
braços e declarar que não se importava com mais nada, ou com ninguém exceto
ele. Porém, não poderia.
— Adeus, Alex — despediu-se ao sacudir as
rédeas. Levaram o dia inteiro para chegar à sede da reserva. Embora os agentes
estranhassem a chegada de uma mulher branca acompanhada por quatro índios Crow,
não comentaram. Mary conseguiu embarcar num trem de carga para Bozeman. Lá,
alugaria um cavalo para ir a Rainbow Gulch.
Precisava ver sua casa, contar aos amigos o que
acontecera. Mas no momento, pelo que mais ansiava era um abraço do pai.
Como uma coisa tão certa podia ter saído tão
errada?
Mary havia partido. Alex sentava-se sobre um cobertor
diante da fogueira do acampamento. A noite estava tépida e a brisa espalhava o
odor forte de salva. No céu havia mais estrelas do que um homem poderia contar
durante a vida inteira.
Alex não se lembrava de uma noite pior. Uma
tristeza e um vazio o esmagavam.
Dois mundos... uma paixão...será mesmo impossível?



6 comments:
Menina eu tinha esse livro no meu PC mas antes de ler, ele ( o PC ) quebrou perdi tudo. Vou ter de procurar novamente. Adoro a temática. Bjão.
Oh Marcia, muito obrigada pelas dicas e incentivo. Não sabia que você fazia book-trailers, interessante. A minha apresentação ainda não está hospedada em lugar nenhum, pois ainda está em fase de criação. Devo dizer que não sou muito fã do Movie-Maker para esse tipo de projeto, mas concordo que o programa é muito bom. Para minha felicidade estou trabalhando nisso com Serguei, meu irmão. Ele já é do ramo de edições e criação de animação, então me dei bem...rs. O empecilho é que ele está em SP e eu em SC, o que nos toma mais tempo do que o normal.
Mas obrigada pela confiança que você está me passando, o apoio ao “Illegitimate”. Sua presença por aqui é uma honra pra mim.
Volte sempre que quiser.
Gente, faz é tempo que não leio nada desse gênero, mas depois dessa resenha senti uma tremenda saudade dessas leituras! #Amo
Já anotei aqui para pesquisar e ler em uma noite dessas.
Arrasou com as passagens, deu a exata noção do que vamos encontrar no livro. Sei que eu vou amar!
Bjsss
nossa parece bem legal meio agua com açucar mas pela resenha acho que não é tao assim
Gosto desse gênero, leio sempre os da Candance Camp, mas esse chamou minha atenção pela sua resenha.
Valeu pela recomendação!
Como tem spoiler eu pulei kkkkk
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